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Geoprocessamento

Visualizador GIS Online

Carregue arquivos KML, KMZ ou GeoJSON e visualize seus dados geoespaciais em um mapa interativo. Calcule áreas, perímetros e exporte em GeoJSON. Tudo no navegador, sem instalar nada.

Processamento 100% local — seus arquivos não são enviados a nenhum servidor. Privacidade garantida.

Arraste seu arquivo aqui ou clique para selecionar

Formatos suportados: KML, KMZ e GeoJSON

.kml .kmz .geojson .json

Estatísticas do Arquivo

Total de feições
Área total (polígonos)
Comprimento total (linhas)
Bounding box (min lat, min lng)
Bounding box (max lat, max lng)

Como visualizar arquivos KML online

O KML (Keyhole Markup Language) é um formato de arquivo baseado em XML criado originalmente pela Keyhole Inc. e posteriormente adquirido e popularizado pelo Google para uso no Google Earth. Desde 2008, o KML é um padrão aberto mantido pelo Open Geospatial Consortium (OGC). Ele é amplamente utilizado para representar dados geográficos — pontos (coordenadas GPS), linhas (trajetos, divisas), e polígonos (áreas de preservação permanente, reservas legais, propriedades rurais) — de forma portável e compatível com diferentes softwares.

No contexto ambiental e florestal brasileiro, o KML é o formato padrão de exportação de shapefiles convertidos para uso no campo, de equipamentos GPS Garmin e Trimble, de levantamentos com drones, de mapas de delineamento de bacias hidrográficas e de arquivos exigidos em processos de licenciamento ambiental. Profissionais de QGIS, ArcGIS e Google Earth Pro lidam com KML diariamente.

Passo a passo para usar o visualizador

  1. Upload: clique na zona de upload ou arraste diretamente seu arquivo .kml, .kmz ou .geojson para a área indicada.
  2. Processamento: a ferramenta lê o arquivo inteiramente no seu navegador e converte para GeoJSON se necessário.
  3. Visualização: os dados aparecem sobre um mapa base OpenStreetMap com zoom automático para a extensão dos dados.
  4. Interação: clique em qualquer feição para ver um popup com todos os atributos (nome, descrição, campos personalizados).
  5. Análise: o painel de estatísticas exibe número de feições, área total em hectares, comprimento total e bounding box.
  6. Exportação: use o botão "Exportar GeoJSON" para baixar seus dados no formato padrão web.

Vantagens sobre softwares desktop

Softwares como QGIS e ArcGIS são ferramentas poderosas, mas exigem instalação, configuração e — no caso do ArcGIS — licenças pagas que podem custar milhares de reais por ano. Para tarefas simples de visualização, verificação de arquivo e compartilhamento rápido de dados, um visualizador online oferece vantagens claras: nenhuma instalação, funciona em qualquer sistema operacional (Windows, macOS, Linux, iOS, Android), e o link para a ferramenta pode ser compartilhado com qualquer colega ou cliente instantaneamente. Além disso, como o processamento ocorre no próprio navegador, arquivos confidenciais de processos ambientais nunca saem do seu dispositivo.

Como abrir arquivos KMZ sem instalar programas

O KMZ é simplesmente um arquivo KML compactado no formato ZIP — o nome KMZ vem de "KML Zipped". A compressão ZIP reduz significativamente o tamanho do arquivo, especialmente quando o KML contém geometrias complexas com muitos vértices, como contornos de bacias hidrográficas ou limites de unidades de conservação com alta precisão.

Arquivos KMZ são frequentemente criados pelo Google Earth Pro ao exportar projetos, pelo ArcGIS ao publicar camadas para visualização externa, por receptores GPS de campo (como Garmin Montana e Trimble Juno) e por sistemas de processamento de imagens de drone (como DJI Terra e Pix4D, ao exportar áreas de missão de voo).

Esta ferramenta utiliza a biblioteca JSZip para descompactar o arquivo KMZ diretamente no navegador, identifica automaticamente o arquivo .kml principal dentro do pacote ZIP e o processa com a biblioteca toGeoJSON. O processo é transparente para o usuário: basta fazer o upload do .kmz e o mapa é renderizado automaticamente.

Usos comuns do formato KMZ

  • Compartilhamento de dados de levantamento de campo entre equipes sem acesso a softwares GIS
  • Exportação de tracks e waypoints de GPS para visualização rápida
  • Envio de polígonos de área de estudo para clientes em processos de licenciamento ambiental
  • Distribuição de mapas de áreas de drone survey e ortomosaicos
  • Armazenamento de shapefiles convertidos para formato leve em dispositivos móveis
  • Submissão de arquivos geoespaciais em plataformas de georeferenciamento online

O que é GeoJSON

O GeoJSON é um padrão aberto para representação de dados geoespaciais baseado no formato JSON (JavaScript Object Notation). Foi formalizado pela Internet Engineering Task Force (IETF) através da RFC 7946, publicada em 2016. O GeoJSON suporta todos os tipos geométricos essenciais: Point, MultiPoint, LineString, MultiLineString, Polygon, MultiPolygon e GeometryCollection.

Uma das características mais úteis do GeoJSON é que o GitHub renderiza automaticamente arquivos .geojson em um mapa interativo quando visualizados no repositório — o que o torna o formato preferido para versionamento e compartilhamento de dados geoespaciais em projetos de código aberto. Plataformas como Mapbox, Leaflet, deck.gl, Observable e praticamente todas as ferramentas de visualização web modernas adotam GeoJSON como formato nativo.

Compatibilidade do GeoJSON com software GIS

  • QGIS: importação e exportação nativas, com suporte a reprojeção de CRS
  • ArcGIS Pro / Online: suporte completo desde a versão 10.3
  • PostGIS: funções ST_GeomFromGeoJSON() e ST_AsGeoJSON() integradas
  • Google Earth Engine: aceita GeoJSON para definição de áreas de estudo (ROI)
  • Mapbox / Leaflet / OpenLayers: suporte nativo no JavaScript
  • Python (geopandas, fiona): leitura e escrita transparentes
  • R (sf package): funções st_read() e st_write() com suporte completo

GeoJSON vs. Shapefile: qual usar?

O Shapefile é o formato legado dominante no mundo GIS, criado pela ESRI nos anos 1990. Apesar de ainda ser amplamente utilizado, tem limitações relevantes: um único dataset shapefile consiste em no mínimo três arquivos separados (.shp com geometrias, .dbf com atributos, .shx com índice espacial) e frequentemente um quarto (.prj com o sistema de referência). Nomes de campos são limitados a 10 caracteres, e o tamanho máximo por arquivo é 2 GB. O GeoJSON, por sua vez, é um arquivo único, sem limite prático de tamanho para dados modernos, com nomes de campos sem restrição e encoding UTF-8 por padrão — o que é essencial para nomes com acentos em português.

Diferenças entre KML, KMZ e GeoJSON

Entender as diferenças entre os três formatos ajuda a escolher o mais adequado para cada situação e a planejar fluxos de conversão eficientes.

Característica KML KMZ GeoJSON
Formato base XML ZIP (contém KML) JSON
Compressão Nenhuma ZIP (até 80% menor) Nenhuma (gzip opcional)
Criado por Google / OGC Google Earth IETF (RFC 7946)
Usos comuns GPS, licenciamento ambiental, ArcGIS Google Earth Pro, drones, GPS Web mapping, APIs, GitHub, análise
Compatibilidade web Boa (requer conversão) Boa (requer descompressão) Nativa — padrão da web
Tamanho relativo Médio Pequeno Médio (menor que KML)
Encoding padrão UTF-8 UTF-8 UTF-8
Suporta estilos visuais Sim (cores, ícones) Sim (+ arquivos de mídia) Não (estilos definidos na aplicação)
Legível por humanos Sim (XML verboso) Não (binário comprimido) Sim (JSON conciso)
CRS padrão WGS84 (EPSG:4326) WGS84 (EPSG:4326) WGS84 (EPSG:4326) — obrigatório

Quando usar cada formato

Use KML quando precisar compartilhar dados com usuários do Google Earth ou quando o destino final é uma plataforma que aceita KML nativamente (como o Google Maps). Use KMZ quando precisar compactar um KML grande para envio por e-mail ou upload em sistemas com limite de tamanho de arquivo. Use GeoJSON para desenvolvimento web, APIs, análise com Python/R, integração com bancos de dados PostGIS e qualquer fluxo moderno de dados geoespaciais.

Fluxo de conversão recomendado

Para converter entre formatos, os caminhos mais práticos são: KML ? GeoJSON via esta ferramenta (botão "Exportar GeoJSON" após carregar o KML); GeoJSON ? KML via QGIS (Camada > Salvar Como > KML) ou ogr2ogr na linha de comando; Shapefile ? GeoJSON via QGIS, mapshaper.org ou o comando ogr2ogr -f GeoJSON saida.geojson entrada.shp.

Perguntas Frequentes

O que é um visualizador GIS online?

Um visualizador GIS online é uma ferramenta web que permite carregar e exibir dados geoespaciais — como arquivos KML, KMZ ou GeoJSON — diretamente no navegador, sobre um mapa base interativo, sem necessidade de instalar softwares especializados como QGIS ou ArcGIS. Esta ferramenta usa Leaflet.js e OpenStreetMap para renderizar o mapa e Turf.js para os cálculos geométricos.

Meus dados ficam armazenados no servidor?

Não. Todo o processamento é feito exclusivamente no seu navegador usando JavaScript client-side. Quando você faz o upload de um arquivo, ele é lido pela API FileReader do navegador e processado localmente. Nenhum byte do seu arquivo é transmitido para qualquer servidor da EcoAds ou de terceiros. Seus dados geoespaciais — incluindo coordenadas, atributos e metadados — permanecem 100% privados no seu dispositivo.

Posso visualizar Shapefiles (SHP)?

Esta ferramenta suporta nativamente KML, KMZ e GeoJSON. Para Shapefiles, o fluxo recomendado é converter para GeoJSON antes de carregar aqui. Você pode usar o QGIS (clique com botão direito na camada > Exportar > Salvar Feições Como > GeoJSON), o site gratuito mapshaper.org (arraste o .zip contendo todos os arquivos do shapefile), ou a ferramenta de linha de comando ogr2ogr.

O que é KML e para que serve?

KML (Keyhole Markup Language) é um formato de arquivo XML para representação de dados geográficos como pontos, linhas e polígonos. Foi criado originalmente pela empresa Keyhole Inc. (adquirida pelo Google em 2004) para o software Google Earth. Hoje é um padrão OGC e é amplamente usado em licenciamento ambiental, exportação de receptores GPS, levantamentos com drones, ArcGIS e qualquer contexto que envolva compartilhamento de dados geoespaciais entre profissionais.

Como converter KML para GeoJSON?

O caminho mais simples é usar esta própria ferramenta: carregue o arquivo KML ou KMZ e clique no botão "Exportar GeoJSON" — o arquivo será baixado imediatamente. Outras opções incluem o QGIS (Camada > Exportar > Salvar Como > GeoJSON), o site mapshaper.org, ou via linha de comando com ogr2ogr: ogr2ogr -f GeoJSON saida.geojson entrada.kml. O resultado em todos os casos é um arquivo .geojson em coordenadas WGS84 (EPSG:4326).

Qual a diferença entre KML e KMZ?

KMZ é simplesmente um arquivo KML compactado no formato ZIP — o "Z" em KMZ significa "Zipped". O KMZ pode conter, além do arquivo doc.kml principal, imagens, ícones e outros recursos referenciados pelo KML. A compressão ZIP normalmente reduz o tamanho do arquivo em 60% a 80%, o que é especialmente útil para KMLs com geometrias complexas. Esta ferramenta descompacta automaticamente o KMZ e processa o KML interno, sem nenhuma ação adicional do usuário.

Como calcular área de um polígono no mapa?

Após carregar seu arquivo KML, KMZ ou GeoJSON, o painel de estatísticas é exibido automaticamente abaixo do mapa. Para polígonos, a ferramenta calcula a área total usando a biblioteca Turf.js (função turf.area()), que considera a curvatura da Terra e retorna resultados em metros quadrados — convertidos automaticamente para hectares (ha) e m². O cálculo é geodésico e preciso para áreas de até algumas centenas de quilômetros quadrados, como reservas legais e APPs.

Posso usar o visualizador no celular?

Sim. A ferramenta é totalmente responsiva e funciona em smartphones e tablets com navegadores modernos — Chrome, Firefox, Safari e Edge. O mapa Leaflet suporta gestos de toque (touch) para zoom com dois dedos e pan arrastando. O upload de arquivos funciona via seletor de arquivos do sistema operacional, que no Android e iOS também permite selecionar arquivos de serviços de nuvem como Google Drive e iCloud. Recomendamos usar em orientação paisagem para melhor visualização do mapa.

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